Por que adotar uma criança

Motivos que movem os pais a adotar

Ana Maria Linares Ana Maria Linares Psicóloga Sanitaria16 de janeiro de 2015

Cada um de nós somos únicos e diferentes e é claro que vamos ter vários motivos que nos levem a adotar embora todas elas possam ser resumidos em um só: o desejo de ser mãe ou pai.

Querer fazer como pais responde a algo muito intuitivo, muito primário. O querer deixar aqui algo nosso, o que alguém continue a nossa história, é esperança, é carinho, é ter alguém a quem querer, a quem cuidar e que nos quer e nos cuidados. É formar uma família. Perante este desejo, a adoção é uma alternativa mais. A ela, podemos chegar de diferentes maneiras em função da história pessoal de cada um de nós ou simplesmente não contemplá-la.

Motivos para adotar uma criança

Pais beijam filha

1. Consciência social: Há pais que se colocam adotar porque são pessoas muito preocupadas com a situação das crianças que estão à espera que lhes atribua uma família. Isso geralmente é devido a que tiveram experiências de quase-casos de adoção: ter sido criança adotada, conhecem exemplos de amigos ou familiares, trabalham de forma direta com a infância, conhecem outros países ou de outras realidades mais duras,… O ter visto de perto a situação difícil de muitos menores de idade que são dados em adoção e outros modelos de família faz com que eu possa me levantar esta opção de lado a formar a minha própria.

2. Dificuldade para ter um filho biológico: Em outras ocasiões, a natureza foi caprichosa com a gente e nos colocou obstáculos na hora de conseguir uma gravidez porque ou por falta de parceiro, ou por ser um parceiro do mesmo sexo ou simplesmente porque há algum tipo de dificuldade orgânica.

Os medos e dúvidas que surgem antes de adotar

Questionar a adoção nesses casos, é totalmente normal, mas costuma ser acompanhado de dúvidas e sentimentos encontrados, devido a que nunca antes havíamos nos proposto adotar. O que sei fazer bem? você desejará? você me quer?

No fundo existe um grande medo, em muitos pais que adotam, para que seu filho não se sinta tão desejado ou amado como se fosse um filho biológico, para que pensem: ‘me adotaram, porque não podiam’. Este é um medo mais o nosso pais. Por quê? Porque fomos confrontados com um desejo que não se cumpriu e isso implica sempre uma desilusão e uma batalha que temos que enfrentar, aceitar e superar para que possamos nos preparar tranquilamente e com entusiasmo para a chegada de nosso filho de uma forma saudável. É muito provável que ele tenha medos parecidos e por isso precisa de alguns adultos, de alguns pais, que estão inseguros sobre o que fazem, dos seus sentimentos e das decisões que tomam para que a criança se sinta realmente protegido.

Qualquer que seja a razão que nos levou a questionar essa adoção é perfeitamente válida, desde que a pessoa que adota tenha claro que esse menino vai ser o seu filho e ele, seu pai/mãe aconteça o que acontecer; e que vão formar uma família. Igual que com um filho biológico. É claro que tem peculiaridades: não há uma gravidez, há muita burocracia, entrevistas, longos tempos de espera,… mas qualquer mãe te dizer que não há duas gravidezes iguais, nem dois filhos iguais, nem os momentos são o mesmo,…

As pessoas que optam por não adotar

Também nos encontramos com pessoas que não se consideram capazes de adotar porque dizem que os sentimentos não são os mesmos, porque acreditam que é uma forma muito mais complicada de ser pai… Esses argumentos não devem fazer-nos sentir mal nem semear dúvidas se os ouvimos. Temos que pensar que existem pessoas que escolhem não ter filhos, que decidem dedicar sua vida à religião, que preferem viver nos lugares mais remotos do mundo ou que acolhem crianças, sem chegar a tomar. Felizmente vivemos em um mundo cheio de opções.

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