Por que a cadeira de pensar deveria se chamar cadeira para falar

Como transformar os castigos que não funcionam em algo positivo para a criança

Estefânia EstêvãoEstefânia EstebanResponsable Multimediahace 5 dias

O som da cadeira de pensar, ou o canto de pensar? Parece um castigo do passado, e, no entanto, ainda hoje se continua a utilizar. E não só nos lares. Também nas escolas.

No entanto, esse sistema nunca me pareceu o melhor. Nem tenho que encontrar o sentido, sobretudo se se aplica a crianças mais pequenas. Como é que vamos mandar a pensar em uma criança de 3 anos que ainda não tem a capacidade de refletir sobre seus atos ou controle sobre suas emoções? Aqui você vai encontrar algumas razões pelas quais a cadeira de pensar deveria se chamar, na verdade, cadeira para falar.

Por que a cadeira de pensar não serve como castigo para as crianças

Por que a cadeira de pensar deveria se chamar cadeira para falar

Já lhe aconteceu algumas vezes que por calar algo te sempre mais triste e não tem feito mais do que piorar a situação? Então você pensa… ‘se você tivesse falado a tempo’… Exatamente o mesmo acontece com as crianças. Quando se comportam de forma não desejada, em vez de explicar por que estamos furiosos por que não é bem o que fizeram, em vez de falar com eles sobre o que aconteceu, lhes enviamos a para a cadeira de pensar. Pensar… o que? Se ninguém lhes explicou o que aconteceu e onde está o erro’.

As palavras da psicóloga Susana Maquieira nos fazem repensar e explicam de uma forma perfeita:

Seria eficaz (a cadeira de pensar) se se chamar Cadeira para falar, e se, além disso, tivesse ao lado de outra, para um adulto disponível para ouvir. Um adulto que acompanhe com carinho a criança a direcionar o transbordamento, sem julgar nem punir. Se há uma única cadeira para a criança, o que há é um filho único’.

Sem dúvida, a solidão não ajuda muito a criança. Talvez por isso ajude-o a um adulto, mas uma criança ainda não tem as ferramentas necessárias para identificar e transformar as suas emoções. Precisa de um adulto para o lado que lhe indique como fazê-lo. Por isso, a cadeira para falar com ele sempre será uma opção melhor do que a cadeira de pensar. Você pode pensar, sim, mas na companhia. De fato, quando enviar uma criança a cadeira de pensar, o mais normal é que sentir tudo isso:

– Raiva que não pode controlar.

Medo de ter desiludido seus pais.

Sentimento de impotência diante de algo que considera uma ‘injustiça’.

A incompreensão. Provavelmente não entenda por que o pune. De fato, se cada vez que há algo de errado enviam para a cadeira de pensar, ele vai pensar que, na verdade, seus pais não querem, preferem deixá-lo sozinho (quando mais precisa).

Solidão. Não tem ninguém com quem compartilhar suas emoções.

Sentimento de culpa. Este castigo vem a ser um ‘você é mau e, portanto fora’. A criança se reafirma em sua conduta negativa, e acaba acreditando que, de fato, é ruim.

Como usar com as crianças da cadeira para falar no lugar da cadeira de pensar

Uma cadeira de pensar, ou um canto de pensar convida a criança a fazer algo para o qual ainda não está capacitado. Serviria para um adulto, para que recapacitara sobre suas emoções e aquilo que lhe perturba. Mas uma criança precisa de um guia, precisa de ajuda para pensar e acima de tudo, você precisa de alguém que o acompanhe e lhe ofereça conforto e apoio.

E se mudarmos a cadeira de pensar por um trono para falar? Siga estes passos:

1. Quando o seu filho tenha um mau comportamento, é desobediente alguma norma ou te desafie, coloque duas cadeiras juntas: uma para ele e outra para você.

2. Pergunte-lhe o que tinha acontecido, e como se sente. Imagine que tem preso a seu irmão. Certamente você diga que está muito chateado e lhe dê a seu irmão, a culpa por algo que supostamente fez…

3. Se há outra pessoa envolvida (como pode ser o seu irmão ou de um amigo), pergunte-lhe como você acha que ele sente-se. Esta pergunta talvez lhe surpreenda. É um esforço de empatia tentar ‘mergulhar’ em as emoções do outro…

4. Explique-lhe como viste tu, e por que você acha que fez de errado e seu irmão.

5. Pergunte-lhe se poderia encontrar outra solução que não fosse através da violência. Se não ocorrer nenhuma, é o momento de ajudá-lo a procurar outra alternativa ao comportamento que teve e que não esteve bem.

6. Fala com ele as emoções que sente e por que devemos transformá-las e canalizarlas. Se, por exemplo, está com raiva, e sinta muita raiva, ajude-o a transformá-la em serenidade através de algum exercício de relaxamento.

As punições devem basear-se no caráter da criança

Promovido

A resiliência é a capacidade do ser humano para enfrentar qualquer situação, mesmo as mais adversas, de forma positiva.

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